Depois de um primeiro ano complicado na presidência do Cruzeiro, inclusive com ameaças de morte, Gilvan de Pinho Tavares é só sorrisos em 2013. A liderança isolada do Campeonato Brasileiro, com 11 pontos de vantagem sobre o segundo colocado, e o grande momento do time é muito comemorada pelo dirigente.
De acordo com os cálculos do matemático Oswald de Souza, o time Celeste tem 100% de chances de estar na próxima Taça libertadores. Sem disputar o torneio intercontinental desde 2011, o presidente da Raposa já começa a planejar a próxima temporada e quer o time ainda mais forte para o ano que vem.
- Nós já estamos, eu e o Alexandre Mattos (diretor de futebol), verificando a possibilidade de melhorar ainda mais este elenco, porque a gente sabe que, pelo menos, a Libertadores é certo que vamos disputar ano que vem. Estamos lutando para ganhar o título. Sabendo que temos competições mais importantes no ano que vem, nós temos que melhor o nível do plantel. Antes de terminar o ano nós já tínhamos montado uma parte grande do plantel nosso que hoje está dando essa alegria toda para a torcida do Cruzeiro.
Diferente do início da temporada, quando a torcida estava com um pé atrás com o time, nesta reta final da competição nacional a sintonia dos jogadores com a arquibancada reflete o bom momento da equipe.
- O que nós enxergávamos desde o início do ano, agora todo o Brasil está enxergando. A torcida do Cruzeiro já vinha enxergando isso, porque desde o principio do ano já vinha enchendo o estádio entusiasmada com este plantel nosso.
Reeleição
Faltando um ano e três meses para o fim do primeiro mandato à frente do clube, Gilvan pode entrar para a política. O mandatário da Raposa vai se filiar a um partido político e pensa em concorrer a algum cargo público nas próximas eleições, mas a prioridade é o Cruzeiro.
- Eu estou ponderando muito o aspecto político e o que eu vou fazer na política, se vou me candidatar a um cargo federal ou estadual. Possivelmente a um cargo no Estado para não ter que me afastar do Cruzeiro, porque o Cruzeiro ainda precisa da presença física do presidente. Como eu tenho mais um ano e três meses de mandato e com possibilidade de concorrer no ano que vem, eu precisaria estar perto do clube para acabar de arrumar as coisas no clube.
Acordo com a Minas Arena
Uma questão que preocupa o presidente é o espaço vazio nas cadeiras no setor corporativo do Mineirão. Os ingressos do setor, que são os mais caros do estádio, são negociados direto pela Minas Arena e não tem tanta procura assim pela torcida. As duas partes já estão em negociação para tentar amenizar esta situação.
- Nós estamos fazendo todo o esforço possível. Eu estive conversando com o Secretario da Secopa e com o presidente da Minas Arena. É muito feio quando a gente vai ver um vídeo do jogo do Cruzeiro no Mineirão, olhar do lado das cadeiras completamente vazias e dando a impressão que não tem ninguém no estádio. Aquilo gera um prejuízo financeiro para a Minas Arena e eles tem que enxergar que, com a cessão daquelas cadeiras para o Cruzeiro, eles tem a possibilidade de discutir com até a divisão das despesas do uso do estádio. Ai eu negociaria com eles a favor do Cruzeiro e em prol deles. O que eles estão perdendo, por mês, de divisão de despesas, já é uma quantia muito grande.
Gilvan de Pinho Tavares já tem uma possível solução para o entrave e espera o acordo em breve.
- É um momento de revitalização do futebol mineiro, que nós estamos conseguindo receitas com bilheterias. Poderíamos conseguir receitas ali até criando uma modalidade de sócio torcedor para que o clube arrecade mais e eles deixem de ter prejuízo. Estamos brigando por isso e acho que não demora muito para a gente chegar em um consenso.
Novo fornecedor
Enfrentando problemas com a Olympikus, o presidente Gilvan de Pinho Tavares mostrou descontentamento com atual fornecedora de material esportivo do clube, mas lembrou que esta situação não é exclusiva do Cruzeiro. Caso uma solução breve não apareça, o dirigente vai atrás de um novo fornecedor.
- É um problema que está acontecendo no Brasil inteiro. O que a gente viu foram as empresas procurando o mercado asiático para diminuir o custo de produção e isso também aconteceu com o fabricante da nossa camisa, que desativou as fábricas dentro do Brasil para produzir o material no exterior. De qualquer forma, nós estamos atentos e lutando com eles, porque senão conseguirmos solucionar este problema, porque está nos dando prejuízos, nós vamos procurar outra marca.
A reportagem do GLOBOESPORTE.COM entrou em contato com a fornecedora de material esportivo do Cruzeiro. A gerente de marketing da Olympíkus, Ana Hochscheidt, admitiu um atraso pontual na distribuição dos materiais esportivos, devido a uma mudança no fornecimento. No entanto ela reafirmou o compromisso da empresa em melhorar a distribuição e atender a demanda dos cruzeirenses.
FONTE: GLOBOESPORTE
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